sábado, 30 de abril de 2011

AMOR PRÓPRIO




Você seria minha única esperança
Se eu realmente fosse desistir
Mas o mundo me ensinou a lutar
E hoje luto para conseguir te esquecer
Já que as minhas armas não machucam
Nem a minha palavra te prende
Meus olhos já ficaram secos de chorar
Metade de mim já está morta
Só que não é hora de entregar os pontos
Ainda me resta um pouco de amor
E este amor é só meu
Ele me ama com força suficiente
Para nunca me deixar morrer por inteiro
Sendo eu, minha única esperança!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

UM DIA PERFEITO QUE TALVEZ NUNCA EXISTA.



Um belo dia eu vou acordar muito feliz. Ao som de uma belíssima sinfonia sentirei o doce morango em meus lábios umedecidos pelo beijo molhado do meu grande amor me trazendo café da manhã na cama. Vou falar o quanto é maravilhoso estar em sua companhia, e ressaltar que minha vida só está completa porque estamos juntos. Neste momento nosso filho carinhoso entra pela porta do quarto sorrindo e dizendo: Vocês esqueceram do nosso pacto de amor? Felizes, nós o abraçamos e o cobrimos de beijos e mimos. Pois ele significa muito mais que simples palavras poderiam explicar.
O jornal vai noticiar a cura de algumas doenças e falar que há vários anos não se vê mais pessoas morrendo por causas banais. Guerras, confrontos ideológicos e o tráfico de drogas finalmente vão ser problemas resolvidos.
Ao abrir minha janela sentirei o ar puro da grande reserva ambiental que existe há vários anos, bem à frente ao meu condomínio ecologicamente correto.  
         Hoje é um dia dedicado a apreciação das artes. Sairemos em uma grande turma de amigos para o teatro, depois um cinema, e em seguida um belíssimo musical junto a uma exposição nacional de artes plásticas.
Caminhando pelas ruas comentávamos sobre como o mundo havia evoluído. As pessoas pareciam que finalmente haviam descoberto o significado de várias palavras importantes, e hoje em dia, fundamentais. O respeito às diferenças, o amor ao próximo, a caridade gratuita, a honestidade franca, a liberdade de escolha, a educação social e vários outros princípios básicos já fazem parte do nosso dia-a-dia.
Ao entardecer uma grande parte das pessoas param o que estão fazendo para o ritual do pôr-do-sol. As cidades estão bem organizadas e a correria maluca não é mais necessária. Pois os cidadãos cumprem o seu papel, deixando a sociedade mais equilibrada. Mas nem tudo são flores, varias pessoas tiveram que morrer para que a paz voltasse a reinar.
Ninguém precisa mais passar fome para manter o capitalismo mundial equilibrado. Além de ter aumentado consideravelmente o grau de pessoas felizes com seus trabalhos, a pressão de falsos status acabaram, e a grande maioria dos habitantes só se dedicam realmente às profissões que lhe trazem felicidade. E a jornada de trabalho não pode ultrapassar seis horas diárias.
Vamos jantar ao ar livre no mais novo fastfood da cidade, onde a carne animal não entra, e as refeições são saudáveis e econômicas.
Por fim, nos reunimos entre amigos e familiares para ver a lua, cantar, comer e depois os casais vão para os seus quartos, fazem amor e dormem o sono dos justos.

Dia comum.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Doce Lembrança




Quando senti você se aproximando,
Não imaginava que tanta coisa mudaria,
Seus olhos fitaram os meus com carinho,
Pensei que era apenas uma educação casual,
Só que aos poucos tudo ia se encaixando.

Nossos papos tão bem relacionados,
Pareciam mudar todo o cenário sombrio,
De uma noite que eu nem imaginava tanto,
Porque na verdade eu estava a sua espera,
Esperava me sentir vivo novamente,
E você trouxe consigo o azul,
Para colorir o cinza do meu céu.

Mesmo que não dure mais de uma semana,
Te agredeço pelo bem que fez,
Não estava sendo fácil ser sozinho,
E quando o dia passou eu senti,
Que no meu vazio já havia uma lembrança,
Doce lembrança eu diria,
Iludida ou não,
À espera da sua próxima companhia.





domingo, 17 de abril de 2011

Quando fui embora



Antes de dizer adeus eu relutei,
Precisava ter certeza da minha escolha,
Cada passo em falso poderia mudar minha vida,
Pesei cada verbo e adjetivo existente,
Para por fim concluir o óbvio:
Eu já não suportaria viver aquela vida,
Pois tudo que existia parecia vazio,
E nada mais faria nenhum sentido.

Sem dizer adeus fiz todo o plano,
Sairia sem mais palavras ou explicações,
A vida só faria sentido se eu arriscasse,
Então fui embora deixando tudo para trás,
Era triste e vibrante ao mesmo tempo,
Nunca poderei descrever o que sentia,
Porque eu sempre desejei ser livre,
E neste momento senti o vento em minhas asas,
Que desajeitadas batiam... e batiam...
Foi o melhor momento da minha vida!
...


Parte II



Nada mais seria simples agora
Estava andando a pé e sozinho
Sem família, destino ou amigos
Em quem deveria confiar afinal?
Que parte de mim estaria segura?
Continuei mentindo e jogando
E às vezes era preciso jogar sujo
Manipular, enganar e improvisar
Era apenas a vida querendo me mostrar
Todas as faces que eu escolhi viver.

Não bastava ser livre neste momento
Era necessário ser homem de verdade
A arte da defesa eu tive que aprender
E a malícia que só o risco nos ensina
Mas há uma coisa que não posso negar
Eu tive sorte, muita sorte eu diria
Haviam outros como eu que se perderam
Não conseguiram ser fortes o bastante
Cruzei com alguns pela estrada da vida
Mas eu também cheguei perto da morte
Nos momentos em que nada mais importava
Eu pude ver o céu e o inferno juntos.

O tempo passava e trazia novas marcas
Eu finalmente parei de sofrer como antes
Pois na verdade já começava a me encontrar
Tive alegrias que jamais imaginei sentir
Com todo aquele novo mundo à descobrir
Não tive mais tempo de procurar nenhum vazio
E tudo parecia voltar a fazer sentido.

Diga não a qualquer forma de Preconceito!




Um dia eu sei que tudo vai mudar
Não seriam necessárias as lágrimas
Pois na verdade tudo já haveria passado
Só que as vezes não há como esperar
Já que a cada dia morremos um pouco por dentro
O mais seguro a se fazer seria a sublimação
Mas a esta altura já estou cansado de me esconder
Porque só nós sabemos o quão é doloroso
Saber que todos eles nos matariam
Eles nos matariam se pudessem.

Somos o reflexo de suas almas
Almas castradas pelo odio do desejo
Um desejo abominado pela sociedade
Um desejo que todos eles já sentiram um dia
Como se fossemos o mal, eles apontam
Nos querem fazer sofrer por nossa coragem
Fracos covardes que nunca conseguiram
Nunca jamais conseguiram se perdoar
E por isso querem matar a única ponte
A única fonte se seus próprios temores
O medo da verdade é seu maior pesadelo.

sábado, 16 de abril de 2011

Meu azul

 
Nestes dias em que nada parece fazer sentindo,eu posso ver!
Eu posso ver o céu azul se escondendo por entre as nuvens cinzas
Sinto-me cada vez mais sufocado, sem rumo,
Como se todo o meu azul estivesse desabarecendo, 
Estou ficando fosco... 
Mas eu acho que ninguém vê isso,
Pois o sol ainda brilha,
E parece doer os olhos de quem tenta enxergar o céu,
Deixando-me ainda mais imperceptível,
E é por isso que continuo aqui, sozinho.

terça-feira, 15 de março de 2011

http://pensador.uol.com.br/colecao/raffaellpaiva/

"Quando eu era criança não queria crescer porque achava todos os adultos chatos e monótonos. Com o passar do tempo percebi que o que sentia era na verdade uma inveja inconsciente, eu queria ser livre para fazer de tudo sozinho. Quando tive consciência disso, ainda era apenas um adolescente, cheio de desejos e utopias, foi daí que veio a revolta. Depois de uns anos de castração virei o típico adulto frustrado. Já podia ser livre, fazer o que sempre desejei e finalmente ser feliz... No entanto, a única coisa que faço é reclamar de tudo e culpar o mundo. Mas no fim das contas, escrevendo isto, percebo: A culpa é toda minha!"

quinta-feira, 10 de março de 2011

Texto escrito a 5 anos atrás, para um grande amor perdido.


Eu não queria você longe de mim
Sinto sua falta sozinho, em silêncio
Queria tê-lo comigo novamente
E poder dizer adeus num abraço
O que sinto não fez o mundo parar
Embora minha vida tenha congelado
E em um suspiro tudo acabou
Fiquei esperando por sua volta
Por um simples pedido de perdão
Pensei que você gostasse de mim
Mas você deixou que tudo acabasse
E hoje tento seguir com minha vida
Desejando matar a sua ausência
Beijando outras bocas, no frio
Querendo provar que sou forte
Coisa que nem eu mesmo acredito
É difícil ser feliz desse jeito
Sem você pra me fazer sentir
Esse amor que parecia não acabar
Essa dor que jura ser infinita
E tudo aquilo permaneceu calado
Seus olhos se fecharam mais uma vez
E aos prantos eu desejei com força
Que aquela não fosse à última vez
Pois não se explicava o que eu sentia
Era tão mórbido o seu olhar
Que até parecia o fim de tudo
O último suspiro de minha vida
A última lágrima que faltava cair
E finalmente me vi sem você
Não era uma boa sensação, eu garanto!
Mas o que havia restado de mim?
Um corpo mecânico sem nenhuma vida
Um ser humano dilacerado pela dor
Ao te ver nos meus sonhos sorrindo
Sinto voltar todo o meu amor
Penso que aquilo vai ser eterno
Mas logo algo me faz chorar
Ouço sua voz dizendo adeus
Perfurando meu peito com dor
São de sangue as minhas lágrimas
E é triste a minha realidade
Você já saiu da minha vida
Mas eu achava que iria voltar
Hoje eu te espero bem quieto
Tento buscar teu rosto no ar
Olho pro céu e lembro da gente
Sorrisos e lábios entrelaçados
Momentos que não mais terei
Páginas que vou tentar arrancar
De um amor que não se esquece.

terça-feira, 8 de março de 2011

O Silêncio da Escuridão

"Se eu pudesse descrever o azul do céu,
Com a mesma intensidade da minha dor,
Talvez pudesse entender o segredo,
O verdadeiro significado da vida,
Pois hoje o que sinto é apenas um vazio,
Escondido por entre as linhas deste poema.

No anonimato da minha existência,
Sinto seus olhos fechados a me procurar,
Mas o que vejo são apenas trevas,
E eu nunca vou entender o que é o amor,
Se você continuar a fugir dele também.

Um dia todos vão entender comigo,
O que eu sempre tentei omitir,
Só que a grande verdade sobre você,
É que talvez você nem exista,
E é isso que venho tentando anular.

Prefiro continuar na estrada a sua procura."